<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574</id><updated>2011-04-21T19:06:07.143Z</updated><title type='text'>real politik</title><subtitle type='html'>Assuntos varios sobre estrategia, politica nacional e internacional  
(alexandre@mnteverest.net)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://real-politik.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-106268233607155843</id><published>2003-09-04T13:32:00.000Z</published><updated>2003-09-04T13:32:16.036Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por razões profissionais vejo-me forçado a interromper temporariamente este blog. Espero retomar o "serviço" brevemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-106268233607155843?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/106268233607155843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/106268233607155843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106268233607155843' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-106070158237317876</id><published>2003-08-12T15:19:00.000Z</published><updated>2003-08-12T15:19:42.400Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um pequeno contributo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o país em chamas muitos são os dramas vividos, particularmente pelas populações, que vêem assim o fogo rondar pelos seus pertences, pronto a cavalgar impiedosamente casas e florestas, sem conhecer obstáculos. Os únicos obstáculos conhecidos e que “teimam” em fazer frente a tamanha onda demolidora são os bombeiros, e demais forças de segurança destacadas para os auxiliarem, GNR, exército, polícia florestal, sapadores florestais, etc.&lt;br /&gt;Como escuteiro, deparei-me com esta realidade nos dias 2 e 3 de Agosto, quando estava acampado com o meu Grupo na povoação de S. Domingos, algures entre o Sardoal e Vila de Rei, em pleno epicentro das chamas, portanto. Ao fim da tarde de dia 2, em plena confecção do jantar, chegaram 3 ambulâncias mais uns quantos carros de bombeiros e GNR, e pararam defronte do Campo Escutista onde estávamos. De lá saíram vários bombeiros e soldados da GNR que pretendiam a nossa colaboração para a instalação no Campo de uma base de retaguarda, para onde pudessem levar as pessoas entretanto evacuadas, bem como servir de local de descanso para os seus homens. Nem pestanejei, em segundos estávamos todos a organizar o campo de modo a alimentar as pessoas e bombeiros que de pronto viram ali um “pequeno refúgio”.&lt;br /&gt;Confesso que foi um dos raros momentos, senão mesmo o “momento”, em que coloquei em prática tudo o que o Escutismo me ensinou, a mim e a alguns dos meus pioneiros (um pequeno grupo já tinha ido para o novo local de acampamento, mais para sul, em direcção de Abrantes!), deparámo-nos com pessoas em estado de choque, pessoas que tinham perdido as suas casas e animais, bombeiros que desfaleciam literalmente assim que entravam no Campo, em suma, estávamos perante um intenso acontecimento vivido a uma incrível velocidade. Era tempo de agir e não de pensar.&lt;br /&gt;Mas… ao mesmo tempo estou profundamente arrependido de me ter ido embora, eu e o que restava do meu grupo, por volta das 24h. Como disse, metade do meu Grupo estava já num outro local, na tentativa de relançar o acampamento, e nós tínhamos ficado em S. Domingos para arrumar o que faltava; mas entretanto o nosso transporte já nos aguardava. Fomos todo o caminho apreensivos com a situação que deixámos para trás, com a convicção que era ali que deveríamos estar, e não na traseira de uma pick-up.&lt;br /&gt;Nunca senti o Escutismo tão próximo e devido a essa “proximidade” apreendi outro significado para a palavra “servir”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-106070158237317876?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/106070158237317876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/106070158237317876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106070158237317876' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105913176831717862</id><published>2003-07-25T11:16:00.000Z</published><updated>2003-07-25T11:16:08.383Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Libéria e a unidade familiar africana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recentes acontecimentos na Libéria merecem uma profunda reflexão, nomeadamente sobre a correlação de forças entre etnias diferentes no seio de um mesmo território, mas por impossibilidade profissional do autor destas linhas, a mesma terá que aguardar, até lá apenas um breve apontamento.&lt;br /&gt;O que se está a passar na Libéria (país fundado por escravos norte-americanos em meados do séc. XIX) é, infelizmente, uma não notícia, em virtude de acontecimentos como estes serem a regra e não a excepção na metade sub-sariana do continente africano. &lt;br /&gt;Aquando da partilha do continente pelas potências coloniais do séc. XIX, Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Portugal, o mesmo foi retalhado tendo em conta, não as afinidades culturais entre os povos que ali habitavam, mas apenas a geografia, englobando num mesmo território tribos antagónicas. Em parte, é este um dos motivos pelo qual existem tantos conflitos étnicos no seio dos países da África negra.&lt;br /&gt;Outro factor a termos em conta nestas periódicas convulsões é a própria estruturação da unidade familiar africana, em que os membros de uma determinada etnia tendem a privilegiar os seus pares, ostracizando as demais, o que naturalmente gera alguma crispação social.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105913176831717862?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105913176831717862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105913176831717862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105913176831717862' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105879736752074673</id><published>2003-07-21T14:22:00.000Z</published><updated>2003-07-21T14:22:47.626Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Experiências africanas e o golpe de estado em S. Tomé&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço bem as duas principais ilhas do pequeno país africano, banhadas que são pelas águas quentes do Golfo da Guiné, S. Tomé e Príncipe, respectivamente o nome desse país. Conheço melhor as suas gentes, devido a ali ter permanecido, numa acção de serviço, o mês de Agosto inteiro do saudoso ano de 1998.&lt;br /&gt;Reconheço que não fui apanhado desprevenido (talvez surpreendido pelo acto em si) pelo facto na semana passada ali ter ocorrido um golpe de estado, protagonizado, não pela hierarquia militar, mas por um, aparentemente, obscuro major. É claro que as reacções a quente são sempre as mais estapafúrdias, como constatámos na comunicação social, mas agora, com o aparente regresso à normalidade social, podemos avançar com uma série de dados para este desenlace. &lt;br /&gt;Ainda em 1998, e após o golpe de estado de 1995, era visível alguma tensão social, não através de actos, mas de palavras e determinados comentários proferidos contra os ministros, provocada pelo extremar das desigualdades na ilha, onde os ministros e demais classe política evoluíam pela ruas da pequena capital em bons automóveis, com ar condicionado e demais extras, quando a esmagadora maioria da população não tinha um emprego fixo e vivia abaixo do limiar da pobreza. Constatei igualmente, em conversas com jovens adolescentes, que o povo tinha visão similar acerca da classe política, não havia diferença entre partidos nem em mensagens políticas – para eles eram todos iguais.&lt;br /&gt;O extremar das tensões foi despoletado pela descoberta de mais jazidas de petróleo, economicamente viáveis, ao largo do seu território na fronteira com a Nigéria, e o facto da população não ver a aplicação prática do pouco dinheiro que entretanto ia entrando no país, continuando a ver as mesmas personagens com os tais automóveis (automóveis e não só), assim, não me parecem totalmente deslocadas as acusações de corrupção que pairam sobre os actuais dirigentes. &lt;br /&gt;Tendo em conta as pressões da CPLP e dos enormes interesses em jogo, estou certo que a situação voltará rapidamente à aparente normalidade que caracterizou nos últimos anos a vida política e social são-tomense.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105879736752074673?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105879736752074673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105879736752074673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105879736752074673' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105819439598086806</id><published>2003-07-14T14:53:00.000Z</published><updated>2003-07-14T14:53:15.866Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Transformações no conceito UAV (unmanned aerial vehicle)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos na última década à generalização da utilização de drones (veículos não tripulados, principalmente aéreos) em variadas missões, principalmente militares. Estes veículos são maioritariamente utilizados em missões de reconhecimento, embora sejam facilmente adaptados para outras tarefas, como guerra electrónica ou plataformas de comunicações, graças à sua versatilidade.&lt;br /&gt;A pensar nessa versatilidade, inúmeras empresas ligadas ao sector da defesa, como é o caso, entre outras, da israelita &lt;em&gt;Israel Aircraft Industries MBT&lt;/em&gt;, comercializam o produto tendo em conta as necessidades dos potenciais clientes, que sejam clientes militares ou civis. Ainda recentemente o governo brasileiro manifestou o interesse na aquisição de alguns destes aparelhos UAV para a vigilância das suas fronteiras na selva amazónica, bastante permeável a infiltrações de traficantes de droga, bem como para a vigilância dos periódicos fogos florestais que aí grassam. Recentemente essas mesmas empresas voltaram-se, tendo por base a tal versatilidade dos aparelhos, para a introdução de armamento a bordo.&lt;br /&gt;A  &lt;em&gt;Israel Aircraft Industries MBT &lt;/em&gt;assinou contratos na ordem dos 500 milhões de euros com diversos países (entre os quais a Índia  e a Coreia do Sul), para a venda do seu produto, &lt;em&gt;Harpy&lt;/em&gt;, um UAV armado com uma ogiva de fragmentação e um elaborado sistema de radar e a &lt;em&gt;General Atomics Aeronautical Systems &lt;/em&gt;modificou recentemente o seu RQ-1 &lt;em&gt;Predator&lt;/em&gt; de modo a poder carregar dois mísseis Hellfire.&lt;br /&gt;Foi esse mesmo RQ-1 &lt;em&gt;Predator&lt;/em&gt; o responsável pela destruição de um veículo civil, a 3 de Novembro de 2002, no Yemen, onde seguiam 6 supostos membros da Al-Qaeda, responsáveis pelo atentado ao USS Cole.&lt;br /&gt;Mais do que transformar um UAV numa plataforma de combate, importa modificar a actual doutrina, bem como a mentalidade das chefias, para se obter o máximo rendimento destes novos veículos, quer em termos militares quer em termos civis. Pequenos passos foram já dados, nomeadamente pela Força Aérea dos E.U.A., que os empregou na vigilância armada das linhas de exclusão aérea, tanto no sul, como no norte, do Iraque, e na recente campanha do Golfo em que esses mesmos aparelhos desempenharam variadas missões, quer de vigilância do campo de batalha, quer na localização de alvos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105819439598086806?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105819439598086806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105819439598086806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105819439598086806' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105776133077268307</id><published>2003-07-09T14:35:00.000Z</published><updated>2003-07-09T14:35:30.780Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;China-Rússia: aliados até quando?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações entre a China e a Rússia pautam-se sobretudo pela cooperação tecnológica, concretamente a transferência de tecnologia militar através da venda de enormes quantidades de armamento, quer seja a construção de submarinos e navios de superfície ou simples upgrades do software presente nos diferentes sistemas chineses. A esta cooperação tecnológica acrescente-se alguma solidariedade política, como recentemente demonstrou o presidente Putin quando rejeitou a proposta de defesa anti-míssil americana, indo ao encontro das posições oficiais de Beijing, embora tenha anteriormente afirmado que não via problema algum se tal proposta abrange-se a Europa.&lt;br /&gt;Actualmente os dirigentes chineses estão empenhados em colocar o seu país num lugar de destaque ao nível do extremo-oriente, principalmente através do desenvolvimento de uma economia competitiva bem como em realizar apreciáveis investimentos na área da defesa, e é aqui que entram as relações sino-russas.&lt;br /&gt;A par de Israel, e numa escala totalmente diferente, a Rússia é o principal fornecedor de tecnologia militar ao Império do Meio, e isto numa dupla perspectiva, se por um lado encaixa um apreciável montante financeiro com este negócio, por outro lado, torna-se num seu importante aliado, evitando que a China tome acções precipitadas quanto ao equilíbrio de poderes presentes na região. Ou seja, enquanto recupera militarmente, economicamente e politicamente, a Rússia previne-se de futuros choques com a potência emergente.&lt;br /&gt;Mas estas relações pautam-se acima de tudo pelo pragmatismo, pois ao mesmo tempo que Moscovo aprofunda os seus laços com Beijing, procura restabelecer acordos de cooperação política e económica com a Mongólia, bem como fortalecer os laços com a Índia (tal como os Estados Unidos), apoiando-a nas suas pretensões contra o Paquistão, país que recebe ajuda tecnológica (militar, subentenda-se) da China, para além de cortejar o regime de Pyongyang.&lt;br /&gt;Estas relações são como um casamento de conveniência, por um lado a China procura afastar e expurgar qualquer traço de influência russa da área, bem com americana, por outro lado necessita da sua ajuda para a continuação do desenvolvimento dos seus programas armamentistas; a Rússia, procura assegurar-se da quietude da China quanto a futuras confrontações, mas ao mesmo tempo alimenta as suas parcas influências na região à espera de melhores dias.&lt;br /&gt;Face aos interesses em jogo é de esperar, mais década menos década, uma confrontação entre estes dois poderes antagónicos, não necessariamente militar, e isto sem esquecer os interesses americanos presentes na região.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105776133077268307?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105776133077268307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105776133077268307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105776133077268307' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105774151866699540</id><published>2003-07-09T09:05:00.000Z</published><updated>2003-07-09T09:05:18.660Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A conquista de Coimbra nos telejornais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que o assunto foge um bocadinho à temática do blog, mas não pode conter mais a minha perplexidade com a falta de conhecimento por parte de alguns jornalistas.&lt;br /&gt;Na semana passada, julgo eu que na quinta ou sexta-feira, vi uma reportagem nos espaços noticiosos da RTP1, em que os mesmos noticiavam uma encenação teatral levada a cabo em Coimbra e que retrataria a conquista da cidade aos mouros. Claro que a representação teatral se baseara no conhecimento que o encenador possui acerca da Guerra Medieval, ou seja, um conhecimento meramente empírico. Não é isso que está em causa.&lt;br /&gt;O que me chamou verdadeiramente à atenção foi a data de tal conquista proferida pelo pivot do noticiário, “1605”. 1605? Não, pode ser, pensei eu. Ouvi mal de certeza. Mas eis que quando põem a peça no ar, o lucção da mesma acusava a mesma data: 1605.&lt;br /&gt;Tomando em consideração tal datação, podemos pensar que quando Pedro Álvares Cabral chegou o Brasil (1500), os infiéis ainda se encontravam, irredutíveis, em Coimbra. Afonso III conquista em 1249 o Algarve, mas esqueceu-se de Coimbra pelo caminho.&lt;br /&gt;Bastava a estes dois jornalistas possuírem um pouco de cultura geral (eu já nem digo saberem História de Portugal), para facilmente detectarem o erro e emendar, ou nem sequer o proferir, a bem da credibilidade cultural dos senhores que nos servem a informação. Coimbra, a par de outras cidades actualmente localizadas em território português, foi conquistada por Fernando, o Magno, em 1064, que delegou a sua administração no moçárebe D. Sesnando Davides.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105774151866699540?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105774151866699540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105774151866699540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105774151866699540' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105767571892260979</id><published>2003-07-08T14:48:00.000Z</published><updated>2003-07-08T14:48:38.923Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;As novas dinâmicas do Mar Cáspio e da Ásia Central&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mar Cáspio, bem como as áreas adjacentes, sempre foram ao longo dos anos importantes fornecedoras de hidrocarbonetos, particularmente petróleo; ou não fosse este local, a par do Texas, uma das suas maiores reservas antes da I Guerra Mundial (1914-1918), despertando mesmo a cobiça de outros povos, casos dos britânicos pós revolução russa, e dos alemães durante a II Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Durante décadas este Mar esteve fechado ao Ocidente, servindo a sua produção para alimentar em exclusivo a antiga União Soviética e os países do Pacto de Varsóvia. Após um século de exploração, aplicando a tecnologia disponível, as jazidas conhecidas ficaram praticamente esgotadas, mas nos últimos anos, diferentes geologistas (maioritariamente ocidentais), vieram a terreiro afirmar que o Mar Cáspio encontra-se assente sobre outro mar, um mar de petróleo. As suas estimativas apontam para mais de 200 biliões de barris, o que dava para suprimir as necessidades energéticas dos Estados Unidos para os próximos 30 anos.&lt;br /&gt;Com centenas de contratos assinados (maioritariamente por consórcios liderados por empresas norte-americanas) com alguns países limítrofes (Rússia, Cazaquistão, Azerbeijão e Turquemenistão) para a realização dos investimentos necessários destinados ao transporte de tão precioso produto para os mercados ocidentais e orientais, a região irá tornar-se, nos próximos anos, uma importante peça no xadrez geo-estratégico das nações carentes de petróleo, a par do Golfo Pérsico, o que acarretará as necessárias implicações militares.&lt;br /&gt;Nesta gigantesca teia de interesses o mais fácil já fora feito: a descoberta de novas jazidas, agora segue-se o mais complicado: fazer chegar o petróleo aos mercados ou aos centros de processamento, através da construção de novos oleodutos que necessitarão de atravessar, obrigatoriamente, territórios muito pouco estáveis. Esta tarefa complicar-se-á mais ainda quando os interesses dos variados consórcios afrontarem directamente os interesses russos.&lt;br /&gt;De facto, uma das principais riquezas da Rússia são os hidrocarbonetos (petróleo e gás natural), chegando, em determinados anos, a constituir 44% do total das suas exportações, mas outra considerável fonte de riqueza para os seus cofres são as taxas alfandegárias pagas pelas ex-repúblicas para assim escoarem o seu petróleo através dos oleodutos que atravessam território russo, e qualquer outra solução que não seja a passagem dos futuros oleodutos pelo solo pátrio, não é bem aceite.&lt;br /&gt;Neste jogo geo-estratégico não podemos esquecer os interesses norte-americanos que se encontram há muito presentes na região, através dos variados consórcios, e onde estão os negócios está o interesse vital da maior economia do Mundo, com tudo o que este conceito encerra. Lembremo-nos somente que em Setembro de 1997 tropas da 82ª divisão aerotransportada realizaram um voo de 19 horas, percorrendo 12.500 quilómetros, para serem largadas de pára-quedas no Cazaquistão, para realizarem, em conjunto com forças locais, manobras militares. Este pequeno exercício, envolvendo somente 500 militares, fora interpretado pelos poderes regionais como um aviso acerca das capacidades de projecção das forças norte-americanas, e que após a invasão do Afeganistão foram-lhes proporcionadas bases terrestres nos países adjacentes, constituindo um factor de temor para os interesses russos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105767571892260979?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105767571892260979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105767571892260979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105767571892260979' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105757385778309536</id><published>2003-07-07T10:30:00.000Z</published><updated>2003-07-07T10:30:57.750Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O pragmatismo americano e as reformas democráticas nos países do Golfo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito que determinados idealistas, maioritariamente apoiantes de partidos ou movimentos de esquerda, não queiram, actualmente as relações entre estados pautam-se acima de tudo pelo pragmatismo das suas decisões. Um país que fez, e faz, doutrina nessa matéria são os Estados Unidos da América, principalmente quando estão em causa os seus consideráveis interesses vitais.&lt;br /&gt;Ao olhos da esmagadora maioria da população terrestre, os Estados Unidos são olhados, com toda a justiça, como a nação da Liberdade, mas aos olhos dos seus detractores não passam de uma nação ímpia, sem valores e falsa, visão essa devido à não compreensão das suas políticas externas, que se pautam pelo tal pragmatismo. &lt;br /&gt;É sabido que os E.U.A. na década de 80 foram um forte aliado do regime iraquiano (bem como alguns estado do Golfo) no conflito que o opôs ao Irão, e desde 1991 o seu mais feroz adversário, para não dizer mesmo, o seu predestinado carrasco. Na nossa opinião, esse posicionamento americano deve-se a dois factores, se por um lado era imperioso conter a expansionista revolução iraniana, por outro lado, 10 anos depois, Saddam tornou-se uma perigosa ameaça para a estabilidade do mercado petrolífero aquando da ocupação do Koweit.&lt;br /&gt;É com essa mesma orientação realista que as autoridades norte-americanas centram a sua política nas relações com as monarquias do Golfo, quando confrontados com a limitada liberdade de expressão, com o estado de censura global e com o carácter ditatorial que vigora na maioria desses países, entrando em flagrante contradição com aquilo que apregoam. A mudança desta política repressiva poderia levar, na maioria dos casos, a um aumento incontrolável dos movimentos radicais, em particular daqueles que apregoam acções violentas contra os Estados Unidos e o Ocidente em geral, pondo mesmo em risco a sua própria estabilidade interna. Por outro lado, interessa aos E.U.A. continuarem a pressionar (não muito) essas mesmas monarquias para, aos olhos da opinião pública mundial, não serem acusados de terem dois pesos e duas medidas.&lt;br /&gt;Em suma, a pressão que é exercida sobre as diferentes monarquias arábicas, particularmente a Saudita, destina-se fundamentalmente a servir os interesses norte-americanos (luta contra o terrorismo, estabilidade petrolífera, etc.), e reformas democráticas, pelo menos a total liberdade de expressão, não consta que seja uma prioridade para já, em parte, devido às pesadas consequências que daí poderiam advir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105757385778309536?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105757385778309536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105757385778309536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105757385778309536' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105731754576154597</id><published>2003-07-04T11:19:00.000Z</published><updated>2003-07-04T11:19:05.806Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mais &lt;em&gt;jobs for the same boys&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistiu-se na passada Terça-feira, dia 1 de Julho, a mais um episódio (que começa já a ser usual) da cedência do poder político aos apelos populistas e chantagistas de determinadas franjas da população, secundadas por elementos cujo fim é o endeusamento público, com vista à elevação de determinadas povoações a município. Por decisão da Assembleia da República, Canas de Senhorim e Fátima vão ser elevadas a concelho, ficando para posterior agendamento as propostas sobre a Tocha (aspiração do PP), Samora Correia (PCP) e Esmoriz (PS).&lt;br /&gt;Quando andamos todos, presidente da República, ministros do governo, personalidades várias, a falar de reordenamento do território, redução da despesa pública, regresso aos valores republicanos, etc., vimos que a demagogia popular/política é imbatível, nem que tenhamos de mudar de propósito a Lei da Criação de Municípios para não defraudar as aspirações dos cortadores de estradas.&lt;br /&gt;Para mim, ao vêr nos telejornais um alegre senhor de Canas de Senhorim dizer que: “&lt;em&gt;estamos a tratar do futuro dos nossos filhos&lt;/em&gt;”, é bastante elucidativo acerca das verdadeiras “aspirações” dessa gente. Todos os olhos já estão voltados para a inevitável Comissão Instaladora, presidida por um qualquer deputado do partido dominante da região.&lt;br /&gt;É claro que aceitamos a criação de municípios, tanto como a sua extinção, o que não podemos é aceitar promessas populistas e demagógicas como aquelas que o actual primeiro-ministro fez à arruaça de Canas de Senhorim, pelo simples facto do então governo (PS- eng. Guterres) não dar voz às suas pretensões, ou seja, como ele não dá eu um dia dou.&lt;br /&gt;Só não entendo, demagogia por demagogia, porque é que a maioria não viabilizou as outras promessas dos restantes partidos, ou será que os outros não podem ter os seus jobs for the boys?       &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105731754576154597?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105731754576154597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105731754576154597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105731754576154597' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105724102385129824</id><published>2003-07-03T14:03:00.000Z</published><updated>2003-07-04T11:19:48.063Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Novas medidas para o combate à imigração ilegal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero destacar, e comentar, uma notícia publicada no passado dia 5 de Julho, no Diário de Notícias, e que dá pelo título: “&lt;em&gt;EU quer proteger as suas fronteiras com países estáveis&lt;/em&gt;”. A notícia em causa é da maior importância para Portugal e para a União Europeia, pois pela primeira vez as autoridades comunitárias estão a dar um passo na direcção certa, do combate à imigração ilegal e dos negócios que são subjacente a este tráfico.&lt;br /&gt;Ao longo dos últimos anos as diferentes autoridades dos países que compõem a União Europeia, encetaram esforços, isoladamente ou em cooperação, para travar o fluxo de imigração que entretanto vinha inundando o espaço comunitário, não propriamente para travar de facto esse fluxo, mas sim tudo o que ele arrasta, pois a Europa necessita de imigrantes para suprir a escassez de mão-de-obra. Foram levadas a cabo medidas restritivas de circulação, aumento da repressão sobre os imigrantes, legislação mais rigorosa, etc., e tudo isto sem efeitos práticos, pois a estas medidas os traficantes responderam com o refinar dos seus métodos.&lt;br /&gt;Na minha opinião, esta nova política que se vislumbra aponta na direcção certa; fomentar, através de ajuda económica, o desenvolvimento dos países limítrofes à nova U.E., tanto aqueles que possuem fronteiras terrestres, como a Rússia, a Bielorússia, Ucrânia e a Moldávia, como aqueles cuja fronteira é o Mediterrâneo, como Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egipto, Israel/Palestina, Líbano e Síria. Esta ajuda visa acima de tudo criar condições para, e segundo a Comissão Europeia, propiciar um desenvolvimento económico e social harmonioso de modo a que estes estados possam servir de “zona tampão” à Europa e posteriormente, mercados emergentes para o investimento europeu, ou seja, no fundo esta proposta visa criar melhores condições de vida aos respectivos cidadãos para assim diminuir neles a apetência de se deslocarem para o interior do espaço europeu. &lt;br /&gt;É na fonte que se ataca o problema, e esta proposta vai seguramente na direcção certa, pena é a sua execução apenas se iniciar após 2007, com a entrada da Roménia e da Bulgária na nova Europa.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105724102385129824?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105724102385129824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105724102385129824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105724102385129824' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105715537532049677</id><published>2003-07-02T14:16:00.000Z</published><updated>2003-07-02T14:16:15.346Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Transformações no poder de dissuasão norte-coreano &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobejamente conhecido o poder militar norte-coreano, concretamente as suas forças convencionais, onde 70 % do seu total (645.000 homens) se encontra localizado num arco que vai de Pyongyang a Wonsan, portanto ao longo de toda a Zona Desmilitarizada. Mas o que mais impressiona as autoridades sul-coreanas e norte-americanas é o seu dispositivo de artilharia, onde mais de 10.000 peças, de variados calibres, se encontram apontadas directamente à capital Seul, muitas delas enterradas no solo de difícil detecção pelos satélites, bem como o seu elevado grau de prontidão.&lt;br /&gt;Devido a esta impressionante concentração de material bélico, tanto sul-coreanos como norte-americanos têm vindo a afirmar, ao longo dos últimos anos, a supremacia militar norte-coreana na Península, acontece que nos últimos 15 anos a habilidade sul-coreana para se defender tem vindo a aumentar, graças a enormes investimentos na aquisição de moderno material de guerra (aos E.U.A.), o que em conjugação com as suas bem treinadas tropas, retirou essa vantagem às forças da Coreia do Norte.&lt;br /&gt;Por saberem exactamente esse pressuposto, as autoridades militares da metade norte da Península Coreana têm vindo a encetar esforços para diversificar o seu potencial bélico, nomeadamente procurando-se dotar de armas nucleares e aperfeiçoando os seus sistemas de mísseis, como se atesta, entre outros exemplos, pela recente reactivação da central de processamento de urânio em Yongbyong (encerrada por uma missão de verificação da ONU em 1994) e pelo lançamento de um míssil “Taepo-Dong 1”, a 31 de Agosto de 1998, cuja trajectória sobrevoou o Japão.&lt;br /&gt;Podemos pensar que estes e outros exemplos são casos isolados, mas na nossa opinião são situações previamente planeadas com vista a obter determinadas concessões (quer ao nível energético, quer ao nível alimentar), nomeadamente dos Estados Unidos, e são igualmente encarados como uma demonstração da incapacidade norte-coreana em modernizar as suas forças convencionais, unicamente vocacionadas para a invasão do sul. Os planificadores militares da Coreia do Norte certamente sabem que, historicamente são raros os casos de rápido sucesso perante linhas de defesa bem delineadas, como é o caso do lado sul-coreano da Zona Desmilitarizada, e regra geral esses avanços saldam-se na ordem de 4/5 Km por dia. Muito pouco na actual doutrina do movimento.&lt;br /&gt;Com a posse de armas nucleares (mais os dispositivos capazes de as lançar- mísseis balísticos), determinados recursos, nomeadamente energéticos, seriam desafectados dos militares para outras áreas, e aos olhos das autoridades civis e militares, a Coreia do Norte tornar-se-ia num actor a ter em linha de conta no panorama asiático, mas sobretudo possuiria capacidade para desferir um maciço ataque sobre as cidades sul-coreanas. É claro que conhecendo essas figuras, bem como a ideologia que lhes está subjacente, poderíamos assistir a uma extrema proliferação de tais engenhos, ou não fosse este um filme repetido.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105715537532049677?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105715537532049677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105715537532049677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105715537532049677' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529574.post-105706657349947224</id><published>2003-07-01T13:36:00.000Z</published><updated>2003-07-01T13:36:13.503Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O embuste retórico dos helicópteros Apache&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através desta generalização pretendemos atingir um pequeno produto dessa mesma alta-tecnologia, estrela das montras de armamento e das feiras militares, que é o helicóptero Apache do exército, concretamente a sua recente versão AH64D “Longbow”. &lt;br /&gt;Ao longo dos últimos anos, desde a operação do Kosovo em 1999, passando pelo Afeganistão em 2001 até ao mais recente conflito iraquiano, o comportamento desta estrela militar revelou-se um tanto ou quanto desajustado das respectivas realidades militares, demonstrando alguma incapacidade perante fogo terrestre, o que leva mesmo certos planificadores militares a anunciar o seu fim prematuro.&lt;br /&gt;Em 1999, na operação “Força Aliada” levada a cabo no Kosovo, os 24 Apaches para ali enviados nem chegaram a executar quaisquer manobras ofensivas por decisão das chefias no terreno, que reconheceram a sua vulnerabilidade perante um terreno extremamente montanhoso e susceptível a emboscadas, para não falar de um inimigo bem armado e treinado. O saldo da sua presença foi a destruição de dois aparelhos em acidentes, ainda na fase de adaptação ao terreno.&lt;br /&gt;No recente conflito do Iraque, 32 Apaches “Longbow” foram enviados ao anoitecer para os arredores de Kerbala, entre os dias 23 e 24 de Março, onde segundo os planificadores do Centcom estariam entre 8 a 10 divisões iraquianas. A sua missão seria “amaciar”, a uma distância segura, tais divisões com os seus mísseis anti-carro “Hellfire”, e abrir assim caminho para o avanço terrestre. Acontece que ao chegarem ao local depararam-se com uma forte resistência vinda do solo, e na impossibilidade de executar manobras rápidas de evasão, sofreram pesados estragos, com a perda de dois aparelhos, um despenhou-se intacto em solo controlado pelos iraquianos (que vimos na televisão) e o outro perdeu-se quando aterrava na sua base.&lt;br /&gt;Este pesado revés fica-se a dever à fraca mobilidade e agilidade do aparelho, à sua baixa velocidade de ponta, bem como à necessidade de ficar imóvel enquanto dispara o seu armamento principal, os mísseis anti-carro “Hellfire”, que sendo guiados a laser necessitam de uma linha de visão ininterrupta entre o alvo e a fonte, ficando deste modo vulnerável ao fogo terrestre.&lt;br /&gt;Esta situação contrasta claramente com o desempenho de outro helicóptero, o AH-1W SuperCobra dos fuzileiros, que apesar de estar à mais anos ao serviço, é bastante mais rápido e ágil que o Apache, mas na nossa opinião o que contrasta claramente é a metodologia de abordagem, pois enquanto o Apache faz uma aproximação aos alvos praticamente estático no ar, o SuperCobra está sempre em constante movimento, e é no movimento que reside a sobrevivência destes aparelhos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529574-105706657349947224?l=real-politik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105706657349947224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529574/posts/default/105706657349947224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://real-politik.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105706657349947224' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09804939239016879269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
